quinta-feira, 21 de maio de 2015

Almoço de casamento


Eu sei que vocês sabem como se comportar numa almoço de casamento, mas só para aqueles que por vezes tem lapsos de memória e de etiqueta, aqui ficam algumas recomendações, indicações: 

  • Numa mesa de casamento há muitos pratos, talheres e copos, portanto se vos faltar alguma destas peças, é só dizer em voz mais ou menos alto que os noivos estão a entrar na sala e pifar o elemento que falta ao vizinho do lado (desde que esse vizinho não seja familiar em linha directa);

  • se algum dos elementos indicados no primeiro recomendação estiver sujo, delicadamente, dizer ao vizinho do lado (desde que esse vizinho não seja familiar em linha directa) que ao fundo da sala está um senhor de gravata vermelha com riscas castanhas a chamá-lo e, enquanto esse vizinho tenta descobrir onde está essa ridícula figura, trocar o elemento sujo. Depois, de uma forma descarada, chamar o empregado e dizer que o vizinho tem um daqueles elementos sujos e exigir um elemento limpo;

  • quando chegar aquele triste momento em que nos vem puxar da mesa para ir dançar, delicadamente, dizer que gostariam de ir mas, estão a conversar com o vizinho do lado que já não o viam à 10 anos (desde que esse vizinho não seja a nossa querida marida ou a filha).
E assim com estas precisosas recomendações e indicações, garanto que não fazem má figura em qualquer almoço de casamento. 

Por agora ficam estas três recomendações, mas há mais, muitas mais...
 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

sexta-feira, 8 de maio de 2015

O testamento


- Zezé, chega um bocadinho mais para trás. - disse ela com uma voz meia e doce.
- Mas Carlota, assim ainda caio por este abismo abaixo. - disse ele com uma voz temerosa.
- Se não fores mais para trás, não te consigo enquadrar com aquele grifo que está majestosamente a planar. E eu queria uma fotografia tua com o grifo para enviar ao João Menéres a desejar rápidas melhoras.
Muito receoso, o Zezé lá fez a vontade à sua recém esposa e deu três passos à retaguarda.
- Tens de ir mais para trás, mais, mais... - insistiu a Carlota.
- Ó Carlota, mas está ali uma casca de banana, ainda escorrego e caio.
- Não te preocupes, essa casca está seca, não escorregas nada, despacha-te. - já se notava a impaciência na voz de Carlota.
- Olha, a rocha está cheia de musgo escorregadio, ainda vou pela encosta abaixo. -disse o Zezé amedrontado.
- Não te preocupes, quando fui comprar esses sapatos, na loja garantiram-me que com essa sola não se escorrega. - disse ela, já muito impaciente.
- Carlota, meu amor, olha que ainda não alterei o meu testamento, não tive tempo, não estás incluída nele como minha principal herdeira.
- PÁRA ZEZÉ. Olha que ainda escorregas. As pessoas são muito porcas ao deixarem aqui as cascas de bananas, e o Estado!!! É uma tristeza, não cria caminhos para que as pessoas possam andar. Temos de caminhar pelas rochas cheias de musgo, sujeito a escorregarmos e a cairmos mais de 700 metros. Vamos embora, compro um postal em Freixo de Espada a Cinta e envio ao João Menéres a desejar rápidas melhoras. 

Qualquer semelhança entre esta fotografia e o texto com esta fotografia do Remus, não é pura coincidência.
Esta fotografia foi tirada no miradouro do Penedo Durão, local onde planam abutres e grifos. E devido a esta última ave, resolvi incluir neste texto o João Menéres, com votos de rápidas melhoras.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Penedo Durão - a cores


A Manu tinha perguntado quando coloquei a primeira fotografia no Penedo Durão se não havia nenhuma a cores.
Aqui fica uma tirada do mesmo local, apesar do ponto de focagem e da distância focal não ser a mesma.